São em dias assim que me lembro de você, chove lá fora, e eu estou escondida entre o embaçado da vidraça. Fecho bem os olhos por alguns minutos e como eu desejo por alguns minutos ser um beija-flor de longas e delicadas asas azuis que pudesse soltar pólen de caricias em teu corpo...
O quarto está preenchido por uma melodia calma e melosa, e entre o compasso dessa canção que conhecemos tão bem eu deixo mais dias se passarem, com a melodia familiar que ouvíamos e assim deixando novamente a lembrança de um nós dois me preencher.
Nossas conversar, hoje empoeiradas ficaram presas em qualquer estação ultrapassada. Ainda escuto ecos de um amor escondido pelos cantos, nas cartas que ainda tenho guardadas aqui comigo, um pedaço de você que ainda não consegui deixar morrer dentro mim.
O amor não consegue morrer, porém, também não sabe dizer que vive que ainda vive dentro de mim. E assim entre uma lágrima e um sorriso e meio, eu tento disfarçar, que um dia eu gritei de saudade desesperada, que um dia eu beijei com o coração pulando, que um dia eu fui só tua, que um dia ainda te amo.
Eu escrevi esse texto depois que um cara terminou comigo, na epóca eu fiquei muito arrasada; em meu antigo diário tem vários textos sobre esse momento da minha vida. Espero que teham gostado.